Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

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Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

Baseado em artigo de Zeeya Merali – FQXi –  23/12/2015

Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

Universos seriam bolhas – assim como o nosso inflou, outros teriam inflado por toda parte. [Imagem: Garriga et al./arXiv:1512.01819v2]

Exouniversos

É difícil dizer qual é o elemento mais interessante de uma nova teoria sobre universos paralelos, o multiverso inflacionário e os buracos negros.

Jaume Garriga (Universidade de Barcelona), Alexander Vilenkin e Jun Zhang (Universidade Tufts) nos brindaram com múltiplas opções.

Talvez o melhor seja a ideia de que os buracos negros escondem universos bebês dentro deles – inflando seus próprios espaços-tempos -, exouniversos estes ligados ao nosso universo por buracos de minhoca.

Ou também pode ser porque, de acordo com os autores, os astrônomos brevemente poderão ser capazes de encontrar provas para confirmar a teoria dos multiversos.

E os autores afirmam ainda ter encontrado as “sementes” que deram origem aos buracos negros supermassivos no centro das galáxias – cuja origem permanece um mistério. Apenas para completar, alguns dos cenários estudados pelo trio lança novas ideias para estudar a matéria escura, os 75% do nosso Universo que parecem estar lá, e cá, mas nunca foram encontrados.

Universos Bolhas

A análise é baseada na teoria da inflação, a ideia de que nosso Universo passou por uma fase de rápida expansão – a inflação – no início de sua história. Esta é uma noção largamente aceita pelos físicos hoje porque serve para resolver uma série de mistérios sobre o estado atual do nosso Universo. Embora a grande “descoberta observacional” sobre a inflação cósmica tenha virado um vexame recentemente, há um bom apoio observacional para essa hipótese nas diferenças de temperatura da radiação cósmica de fundo – ainda que haja explicações alternativas para essas variações.

Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

A teoria dos multiversos ganhou força com um argumento recente que inverte a ideia da inflação cósmica. [Imagem: Planck Team]

Um pouco mais controversa é a ideia de que a inflação nos obriga a aceitar que vivemos em um multiverso de universos vizinhos com parâmetros físicos muito diferentes daqueles do nosso cosmos. Isto seria uma decorrência, defendem os três físicos, de que seja muito pouco provável que a inflação cósmica tenha sido um evento único. Assim como o pedaço de espaço que hoje chamamos de casa num determinado momento inflou para criar o cosmos que nos admira tanto, outros pedaços vizinhos provavelmente inflaram ao redor, criando universos paralelos nas proximidades, todos crescendo como bolhas umas ao lado das outras.

A ideia dos multiversos tem sido criticada sobretudo porque é difícil de testar observacionalmente. Quase por definição, essas bolhas paralelas de universos são espaços-tempos divorciados do nosso, por isso não podemos interagir com eles diretamente – ou vê-los.

Isto não tem impedido que os cosmólogos apresentem maneiras criativas para tentar detectá-los. Por exemplo, duas bolhas vizinhas poderiam colidir e deixar uma cicatriz no nosso Universo, que nós poderíamos encontrar na radiação cósmica de fundo.

Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

Algumas teorias cosmológicas descartam o Big Bang, defendendo, por exemplo, que o Universo surgiu de uma sopa primordial. [Imagem: TU Vienna]

Buracos Negros Bolhas

Em seu artigo, Garriga, Vilenkin e Zhang investigaram uma outra possível consequência da cosmologia inflacionária que eles defendem – uma consequência que fornece um novo mecanismo para a formação dos maiores buracos negros do nosso Universo.

Há muitos dados sobre buracos negros de massa estelar, que se formaram a partir do colapso de estrelas. Mas há tambémburacos negros supermassivos, que se acredita existirem no centro das galáxias, que podem ter massas até um bilhão de vezes a do Sol – os astrofísicos não têm a menor ideia de como estes gigantes são formados.

De acordo com o trio, os buracos negros também poderiam ter sido formados por pequenas bolhas de vácuo naquilo que chamamos de universo primordial. Elas teriam se expandido durante a fase inflacionária do nosso Universo conforme o cosmos no qual estavam incluídas foi crescendo ao redor delas.

Buracos negros podem ser janelas para universos paralelos

Pela nova teoria, os buracos negros são janelas para buracos negros em outros universos – devidamente unidos por um buraco de minhoca. [Imagem: Garriga et al./arXiv:1512.01819v2]

Quando a inflação terminou no nosso cosmos, essas bolhas, dependendo da sua massa, poderiam ter colapsado para uma singularidade (um ponto infinitamente denso que nós acreditamos haver no centro de um buraco negro) ou, se fossem mais pesadas do que uma determinada massa crítica, o interior da bolha iria continuar a inflar para criar um universo bebê inteiramente novo.

Esse universo olharia para nós, do lado de fora, na forma de um buraco negro, e seria conectado ao nosso universo por um buraco de minhoca.

“Notamos que as distribuições da massa dos buracos negros resultantes de paredes de domínio e de bolhas de vácuo devem ser diferentes e podem, em princípio, ser distinguidos observacionalmente,” escrevem os três em seu artigo. “Se uma população de buracos negros produzida por bolhas de vácuo ou por paredes de domínio for descoberta, ela poderia ser considerada como evidência para a existência de um multiverso.”

 

Fonte.

Avistados dois grandes objetos na borda do Sistema Solar – Planeta X?

Dois grandes objetos avistados na borda do Sistema Solar

Este objeto foi localizado perto de Alfa Centauro. [Imagem: R. Liseau et al.]

Planeta X?

Astrônomos podem ter encontrado os primeiros indícios de um hipotético e lendário Planeta X, que se acredita existir nos confins do Sistema Solar.

A NASA vem tentando encontrar o Planeta X há algum tempo, mas o ânimo entre os astrônomos aumentou depois que a possibilidade da existência de mais dois planetas gigantes bem para lá de Plutão foi demonstrada em meados do ano passado.

Agora, duas equipes, trabalhando independentemente, anunciaram observações que podem indicar a existência de dois grandes corpos celestes ainda desconhecidos.

Os dados ainda precisarão ser confirmados, mas o anúncio já fez toda a comunidade astronômica dirigir seus telescópios para as regiões indicadas.

Estrela

René Liseau e seus colegas das universidades Chalmers (Suécia) e do Instituto Nacional de Astrofísica (México), usaram dados do telescópio ALMA, no Chile, para encontrar um objeto perto da estrela Alfa Centauro.

“Nós excluímos que a fonte seja um membro subestelar do sistema Alfa Centauro, mas argumentamos que ele seja ou um objeto transnetuniano extremo, ou uma super-Terra ou uma anã marrom muito fria na zona externa do Sistema Solar,” escreve a equipe.

A hipótese de uma estrela é tentadora, uma vez que cerca de metade dos sistemas conhecidos são compostos de estrelas binárias – e não solitárias, como até hoje acreditamos que nosso Sol seja.

Gna

Wouter Vlemmings e colegas das universidades de Chalmers e Uppsala (Suécia) também usaram dados do ALMA para encontrar um outro objeto próximo à constelação da Águia.

Eles afirmam que pode ser uma “fonte contínua desconhecida de luz, ou uma única fonte de luz movendo-se rapidamente”, mas concluem que a explicação mais provável é que seja um único objeto muito veloz.

Por isso a equipe batizou o corpo celeste de Gna, em homenagem a um deus nórdico conhecido por sua velocidade.

Alma

Agora é esperar que novas observações possam caracterizar melhor os dois corpos celestes.

Para isso, o próprio telescópio ALMA será crucial, uma vez que ele não tem rivais na capacidade de busca por corpos celestes de luminosidade tão baixa quanto a desses prováveis moradores das cercanias do Sistema Solar.

 

Fonte.