Curadores Espirituais – Os Agentes do Alto

reiki-hand12
Os melhores curadores são discretos em seu trabalho.
Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno…
O toque de suas mãos é gentil e generoso.
Eles têm mãos de Luz!
Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.
Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.
Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem…
E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!
Eles são tranquilos e conscientes de suas tarefas.
Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.
São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.
Eles são Paz perene!
Não carregam posturas arrogantes; são simples e alegres.
São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.
Transitam pela existência sem julgar ninguém.
Eles são da Luz serena!
Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.
Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.
Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.
Os seus atos são lúcidos!
Ah, esses curadores, lindos e tranquilos, que surfam na luz!
São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.
Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.
Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.
Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.
Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.
Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.
Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender…
Estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de Luz sobre seus caminhos.
Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.
Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.
E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.
Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.
Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.
Eles caminham no Darma*, como o Alto lhes incumbiu.
E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.
Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos** se dissolvem na Luz…
Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo cresce.
Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.
E, eles sempre dizem, contentes: “Senhor, nada é meu, tudo é Seu. Inclusive eu!”
 
P.S.:
Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.
Estão na carne, mas são estrelas.
Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.
Eles são da Luz!
Om Sinha Ganapati!***
Wagner Borges – apenas um pequeno vento espiritualista na Terra.
 
– Notas:
* Darma – do sânscrito Dharma – dever, missão, programação existencial, mérito, benção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
** Cármicas – do sânscrito Karma, ação, causa – toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal os hindus chamaram carma. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de consequências cármicas.
*** Om Sinha Ganapati – do sânscrito – esse é um mantra evocativo de uma das divindades mais queridas dos hindus: Ganesha, o filho de Shiva e Parvati; o deus com cabeça de elefante. É considerado o removedor dos obstáculos. Um de seus mantras mais conhecidos é “Om Ganeshaya Namah!”
Muitas vezes, ele é evocado com um dos seus epítetos: Ganapati, o Senhor dos mundos inferiores e removedor dos obstáculos espirituais e energéticos. Nesse caso, o mantra ficaria assim: “Om Ganapatiya Namah!”
Aqui ele está sendo evocado como “Om Sinha Ganapati!”.
O Om é a vibração interdimensional do TODO que está em tudo; é considerado o Verbo Divino, a Palavra de Poder de Brahman.
Sinha significa “Leão”. Na tradição hinduísta há um avatar de Vishnu (Narayana, o Divino Preservador) chamado de “NaraSinha” (do sânscrito “Nara”: homem; “Sinha”: leão). Dentro desse simbolismo significa o “Homem-Leão”. Ou, melhor dizendo, “Aquele que tem a força do leão”.
Na cosmogonia hinduísta, Vishnu teve que tomar a forma de um homem-leão para destruir um demônio que estava atormentando a todos. Daí o contexto de força atribuído àquela manifestação divina, como um homem-leão dotado de poder descomunal, para detonar o mal. 
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