CONSCIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE

Há muitas querelas inúteis entre os homens.
A Luz é a Luz, não há como confundi-la na senda.
Mas se os homens confundem suas emoções densas com o Amor verdadeiro, é mais do que previsível que eles confundam os seus anseios inferiores com os verdadeiros objetivos espirituais.
Conhecimento não é sabedoria, mas muitos se arrogam como doutores da consciência.
Espiritualidade é um estado de consciência, não é doutrina. Inclusive, muitos a perdem por causa de doutrinas alienantes da realidade.
Euforia não é o mesmo que alegria equilibrada; é arroubo emocional que faz perder a lucidez.
Violência não é força, é fraqueza. E passividade não significa serenidade.
Cruzar as pernas não significa pacificar a mente. Meditação não é acrobacia.
Castigar o corpo não harmoniza a consciência. Imolar a carne não dissolve o egoísmo.
Dobrar os joelhos não significa dobrar a arrogância. Tem gente rezando com bombas na cintura. E outros maldizendo quem segue caminhos diferentes.
Reprimir as emoções não é o mesmo que educá-las.
Fugir da vida não tem nada a ver com emancipar a consciência das peias do ego.
Espiritualidade não tem nada a ver com cara amarrada e julgamento da conduta alheia; tem mais a ver com o nível de lucidez e felicidade que cada um realiza com a própria ação no mundo.
E, se não for para ser feliz estudando e ponderando sobre a temática espiritual, tão rica de valores de imortalidade e coisas boas – que alargam os horizontes conscienciais -, de que adianta estudar tais temas?
Espiritualidade é apenas isso: ser consciente e contente, na Terra ou no Espaço.
Resumindo: é ser feliz, dentro ou fora do corpo.

Paz e Luz.

(Texto extraído do livro “Flama Espiritual” – Edição de Autor – 2008.)

– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

 

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