CONVERSANDO COM LOPEZ

Enquanto eu separava alguns textos para mostrar numa palestra, percebi um espírito na sala do meu apartamento. Ele estava à minha direita e olhava para a capa de uma revista em cima do sofá. Quando ele percebeu que eu havia notado sua presença, virou-se e cumprimentou-me cordialmente. Sua aparência era curiosa. Era branco, alto, tinha barba cerrada e expressão simpática. Estava vestido com roupa longa branca (semelhante a uma bata grega) e de sandálias do tipo franciscana. Em sua cabeça havia uma espécie de faixa brilhante (como uma tiara fina brilhante).

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No conjunto, ele parecia um desses gurus americanos da Nova Era.

Notei que ele já estava no ambiente há algum tempo, mas que, devido à correria de trabalho, eu não havia conseguido percebê-lo antes.

Como eu estava com o computador ligado, aproveitei para conversar mentalmente com ele e transcrever imediatamente o papo.

Pensei: “Acho que ele está aqui para um primeiro contato espiritual. Provavelmente, irá acompanhar-me na palestra de logo mais. Pelo seu jeito, deve ter um nome iniciático daqueles”.

Então, ele riu e disse-me, mentalmente: “Que nada! Não tenho nome iniciático algum. Meu nome é Lopez”.

Não acreditei e comecei a rir. Um guru com nome de Lopez!

Daí, iniciamos a seguinte conversa:

– Lopez, por que esse nome? Você parece mais um guru da Nova Era, vestido desse jeito.

– Em meu tempo na Terra, eu tinha um nome iniciático e um grupo de discípulos dedicados. Porém, quando cheguei no Astral, vi que isso era absolutamente desnecessário e nada me adiantava espiritualmente. Então, voltei a usar meu antigo nome familiar. É mais compatível com o meu jeito de ser real.

– E essa roupa? Ela ainda lhe dá aquele ar de guru “fast food” da Nova Era.

– Na verdade, ainda uso tal indumentária para lembrar-me, constantemente, do que eu era. Fazendo assim, aviso, a mim mesmo, que é só uma roupa e não reflete o meu estado íntimo. É muito fácil ser enganado por si mesmo e achar que um título ou nome iniciático confere sabedoria e equilíbrio a alguém. Cometi esse erro e hoje procuro ser apenas eu mesmo, o Lopez, filho de um casal humilde.

– Legal isso que você está dizendo. Mas houve algum problema com você depois de sair do corpo definitivamente?

– Não. O meu problema foi íntimo mesmo. Ao chegar aqui, deparei-me com coisas que não imaginava. Eu era um mestre na Terra, mas aqui não sabia quase nada e via muitas pessoas comuns cheias de sabedoria. Elas viveram na prática da vida o que eu só levei na teoria.

Uma das coisas que mais me fizeram pensar foi o caso de uma amiga que era cega. Quantas vezes eu a orientei espiritualmente em conversas privadas que tivemos. No entanto, ela não era muito de seguir as coisas. Não seguia cartilha alguma e não suportava que alguém lhe dissesse que parasse de rir de alguma coisa. Ela detestava preces e mantras. Por várias vezes eu a chamei de leviana e a alertei de que precisava ser mais séria nas coisas.

Um dia, ela me disse: “Vi meu anjo e ele não me pediu para parar de rir. Ele só disse para eu me cuidar e ser feliz”.

Tempos depois ela se foi. Voou para fora da matéria, dormindo.

Quando cheguei aqui, ela veio me visitar. Estava belíssima e radiante. Os seus olhos eram dourados. Que mulher maravilhosa.

Então, ela me disse: “O meu anjo estava certo. Vale mais sorrir do que seguir alguma cartilha espiritual formatada por alguém da Terra. Eu era cega lá no mundo, mas consegui enxergar essa verdade. Continuo rindo e enxergando mais. E estou muito bem”.

Fiquei estatelado! Ela estava em situação espiritual superior à minha.

Compreendi a lição. Voltei a ser o Lopez. E agora estou tentando rir mais das coisas. Esta roupa aqui é só fachada. Estou reaprendendo a ser eu mesmo.

Um espírito amigo meu sugeriu-me que viesse assistir ao seu trabalho. Por isso estou aqui. Se você me permitir, posso lhe passar algumas práticas espirituais. Essa foi uma das coisas boas que eu aprendi na Terra. A outra coisa boa foi a que eu aprendi aqui no Astral: voltar a ser eu mesmo.

E a lição principal eu ainda estou tentando aprender: como rir mais e soltar-me espontaneamente. É nisso que você irá me ajudar mais. Você será o meu amparador. E eu serei o seu amparador dos cristais. E o Cristo será o amparador de nós dois na jornada.

Por agora, deixo-o com o seu trabalho. Só vim dar uma olhada e apresentar-me. Agora você já sabe: sou o Lopez, o amigo dos cristais, que está aprendendo a arte de ser simples e sorrir no trabalho espiritual.

Paz e Luz!

– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

Enviado por ippb-subscribe@yahoogroups.com

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