FLORILÉGIO DOS INICIADOS ESPIRITUAIS – II

Falando dos valores da Luz na travessia da vida…

Recorda:

Da luz das estrelas…

Que é a mesma do teu coração.

Escuta:

O canto retumbante das esferas…

No silêncio entre os teus pensamentos.

Conversa:

Com os teus chacras…

Na linguagem da Luz.

Canta:

A canção que os Gandharvas* te deram…

E que fala de um Grande Amor.

Pensa:

Nos que sofrem com a ideia de fim…

E projeta para eles as energias da compreensão.

Pondera:

Sobre aqueles que te amam…

E que, no Invisível Imanente, torcem por ti.

Caminha:

Sem perder a tua essência espiritual…

E sem esquecerdes de quem tu és realmente.

Compreenda:

Há coisas que não se explicam…

Só se sentem (e não podem ser nominadas).

Olha:

Além da linha do horizonte…

Faze isto com teu coração.

Chama:

Os teus melhores potenciais…

E te atrevas a viver com eles!

Ora:

Sem pedir nada ao Alto…

Faze isto com gratidão.

Decida:

Ser feliz…

Mesmo que ninguém entenda.

Atravessa:

As pontes que te separam espiritualmente…

E reencontra contigo mesmo.

Incinera:

As tuas desditas e negatividades…

Na fogueira do discernimento espiritual.

Crema:

Os restos de tuas emoções malsãs…

E espalhe as cinzas que restarem pelo infinito.

P.S.:

Recorda novamente:

Tu vieste de uma estrela…

E presentemente estás em outra estrela.

E futuramente irás para outra estrela.

Isto não é mistério para ti!

Ah, tu és cometa pensante…

Viajando pelo infinito.

E sempre aprendendo…

O Todo está em ti.

E tu estás n’Ele.

E isto é assim.

Por favor, recorda…

O Todo está em tudo!

(Que este conhecimento te faça feliz.)

 

(Inspirado espiritualmente pelo Grupo dos Iniciados)

Paz e Luz!

– Notas:

* Gandharvas – do sânscrito – cantores celestes; devas (divindades) da música; anjos da música. Nos Vedas, essas divindades revelam aos mortais os arcanos espirituais do Céu e da Terra.

 

Enviado por: Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

São Paulo, 2 de julho de 2020.

 

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SEMEANDO ESTRELAS COM KRISHNA NO DARMA

Falando daquela força espiritual que anima o coração do servidor da Luz.

Certa vez, durante uma época de tribulações, Arjuna chorou por causa da ignorância dos homens… o seu coração estava angustiado e ele sequer conseguia meditar.
Então, ele orou a Krishna, de todo coração, pedindo a Ele que o arrebatasse para os planos paradisíacos, pois ele tinha saudades da pátria espiritual e das estrelas – e, também, de brincar no parque dos devas.
Foi quando o seu chacra frontal se ativou, por obra e graça de uma força espiritual superior… e ele viu o Senhor dos Olhos de Lótus!
E neste momento, ele escutou, em seu coração, as palavras estelares de seu Senhor:
“Filho do meu Darma, é assim que você cumpre a promessa que me fez, de permanecer entre os homens e ajudá-los?
Você voltará para as estrelas quando eu determinar!
Porque sua tarefa é portentosa e libertária.
Não permita que o desânimo tome conta do seu coração.
Continue o seu serviço, como eu lhe ordenei.
Neste mundo de provas, poucos compreendem o Darma.
A maioria dos homens desdenha a própria consciência e age de forma impensada.
A tônica das gerações se sucede na repetição de velhos erros e padrões negativos.
Maya, a rainha das ilusões, joga com os homens e os faz penar em suas artimanhas.
Mas você é o meu trabalhador dos braços fortes!
E é sua missão projetar as setas do discernimento espiritual na crosta do mundo.
O seu Darma é lutar pelos bons ideais, mesmo que ninguém o compreenda.
E de que adiantaria eu arrebatá-lo agora mesmo, sem o cumprimento da missão?
Você mesmo não se sentiria em casa, sabendo do sofrimento dos seus irmãos.
A sua alegria é estar a serviço do Bem e ser veículo das energias celestes.
Você é o meu auriga (cocheiro) querido e aonde você for, aí eu estarei!
Nunca se esqueça disto: é a minha Luz que o anima à consecução do Darma.
Mesmo que você não me veja, eu sempre estarei em seu coração.
E nos momentos difíceis, pense em Mim!
Trabalhe, meu amigo, até que eu venha buscá-lo.
Os devas também estão com saudades de brincar com você.
E sempre haverá um deles aplainando o seu Darma…
A consciência cósmica o espera. Mas, primeiro, o trabalho!
Eu o compreendo. E isto deve lhe bastar.”
Então, o Senhor dos Olhos de Lótus abraçou espiritualmente o seu auriga.
E Arjuna novamente se animou e foi trabalhar…
Em seu coração, ele compreendeu: o Darma não era seu, era de Krishna.
E cabia a ele ser seu veículo feliz, por onde fosse…

P.S.:
Dizem os sábios espirituais (rishis) que Arjuna conversava com os devas…
E que ele ria muito por isso.
E, também contam que uma estrela prânica sempre o acompanhava…
E por onde ele seguia, a Luz se propagava.
Aquela Luz celeste que ele tanto amava…
A Luz de Krishna.

(Dedicado a Paramahamsa Yogananda e Paramahamsa Ramakrishna – e, também, a todos os estudantes e trabalhadores espirituais, de todas as linhas voltadas para o Bem, e que, mesmo em dias difíceis, continuam perseverando nas lides da Luz.)

Paz e Luz!

– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 31 de maio de 2020.