RIOS DE LUZ

A salvação em Cristo | Estudos Bíblicos Teológicos Evangélicos

Há vários rios de luz correndo pela estrutura interna do Atman*.

São veias do divino transportando as ondas de Brahman**.

Quem poderá impedir seu trânsito sutil rumo às águas do oceano divino?

Que homem poderá seccionar as linhas sutis que o obrigam à consecução de sua ação portentosa?

Que arma poderá represar a luz divina nas fibras espirituais do Ser?

O Atman é puro brilho! Não nasce nem morre. É indivisível, indestrutível, eterno. É luz imperecível!

Aliás, alguém, em qualquer tempo, já enterrou ou cremou um Ser de luz?

Que cemitério ou crematório poderá conter os restos mortais daquele que é imortal?

Algum repositório poderá conter o Atman, pura essência de Brahman?

Os rios sutis estão cheios de lótus brilhantes…

Quem navegará com a devida doçura por suas águas?

Quem jogará as redes do Amor para pescar o peixe do Samadhi?***

Atman, Um de Brahman!

Navegue com sabedoria. Navegue com amor. Navegue…

Pois os rios de sua própria essência sutil o conduzirão ao oceano da grande realização.

Os invólucros**** densos nascem, crescem e morrem…

O que tem o Atman com isso?

Essência sutil, é o que permanece. É o real!

Nunca ganha ou perde, apenas é!

Medite: “Inclino-me perante a Brahman, Essência Sutil de minha essência, Eterna Fonte de Amor. Que seja feita a sua vontade!”

– Um Sábio que ama vocês –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)

– Nota de Wagner Borges:

O mestre espiritual que me passou esses escritos é um dos rishis (sábios) que inspirou a compilação dos ensinamentos espirituais contidos nos Upanishads. Ele não quer nenhuma ostensividade em relação à sua pessoa, pois, segundo ele, o que importa é a qualidade da informação em si, e não o mensageiro que a leva. Ele é um dos mentores anônimos que muito ajuda à humanidade em seu silêncio operante e perene.

Guardei este texto dele por anos, por considerá-lo complexo demais para uma leitura em aberto, sem dar a devida interpretação baseada nos Upanishads. Contudo, lendo-o hoje, senti vontade de postá-lo assim mesmo. Independente da linguagem e do conteúdo hinduísta das expressões, penso que fica claro para o leitor a ideia da imortalidade do espírito, a noção de que o espírito é divino, é Deus manifestado nos planos fenomênicos.

O ensinamento oriundo dos Upanishads é:

“O Atman é Brahman, Brahman é o Atman! Tudo é Um!”

Fica evidente no texto desse sábio aquela mesma inspiração que deu vida aos Upanishads, nas orlas das florestas da antiga Índia, onde os rishis ensinavam as verdades do espírito. Suas luzes sutis também permeiam esses escritos de agora, pois a fonte é a mesma.

Peço ao leitor atento, que releia o texto agora, com outros olhos, de coração aberto, para respirar o sopro vital do Eterno inserido nessas palavras de sabedoria… Para beber dessa fonte invisível que mana sabedoria em forma de letras, mas, que, em verdade, sacia a sede do espírito com as águas da divina percepção.

Que do país silencioso dos rishis, nas alturas etéreas da Bem-Aventurança (Ananda), possa fluir ao leitor consciente às emanações serenas daqueles que velam secretamente pelos destinos da humanidade. Que, de espírito a espírito, além das palavras e dos condicionamentos, haja compreensão silenciosa.

Om Brahman!

– Notas:

* Atman – do sânscrito – o espírito; o ser imperecível; a centelha vital do divino; a essência espiritual.

** Brahman – do sânscrito – O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele/Ela é Pai-Mãe de todos.

*** Samadhi – do sânscrito – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.

**** Invólucros – corpos; envoltórios (em sânscrito, “koshas”).__._,_.___


Enviado por <newsletter@ippb.org.br>

CONVERSANDO COM LOPEZ

Enquanto eu separava alguns textos para mostrar numa palestra, percebi um espírito na sala do meu apartamento. Ele estava à minha direita e olhava para a capa de uma revista em cima do sofá. Quando ele percebeu que eu havia notado sua presença, virou-se e cumprimentou-me cordialmente. Sua aparência era curiosa. Era branco, alto, tinha barba cerrada e expressão simpática. Estava vestido com roupa longa branca (semelhante a uma bata grega) e de sandálias do tipo franciscana. Em sua cabeça havia uma espécie de faixa brilhante (como uma tiara fina brilhante).

The transatlantic meaning of Donald Trump: a US-EU Power Audit | European  Council on Foreign Relations

No conjunto, ele parecia um desses gurus americanos da Nova Era.

Notei que ele já estava no ambiente há algum tempo, mas que, devido à correria de trabalho, eu não havia conseguido percebê-lo antes.

Como eu estava com o computador ligado, aproveitei para conversar mentalmente com ele e transcrever imediatamente o papo.

Pensei: “Acho que ele está aqui para um primeiro contato espiritual. Provavelmente, irá acompanhar-me na palestra de logo mais. Pelo seu jeito, deve ter um nome iniciático daqueles”.

Então, ele riu e disse-me, mentalmente: “Que nada! Não tenho nome iniciático algum. Meu nome é Lopez”.

Não acreditei e comecei a rir. Um guru com nome de Lopez!

Daí, iniciamos a seguinte conversa:

– Lopez, por que esse nome? Você parece mais um guru da Nova Era, vestido desse jeito.

– Em meu tempo na Terra, eu tinha um nome iniciático e um grupo de discípulos dedicados. Porém, quando cheguei no Astral, vi que isso era absolutamente desnecessário e nada me adiantava espiritualmente. Então, voltei a usar meu antigo nome familiar. É mais compatível com o meu jeito de ser real.

– E essa roupa? Ela ainda lhe dá aquele ar de guru “fast food” da Nova Era.

– Na verdade, ainda uso tal indumentária para lembrar-me, constantemente, do que eu era. Fazendo assim, aviso, a mim mesmo, que é só uma roupa e não reflete o meu estado íntimo. É muito fácil ser enganado por si mesmo e achar que um título ou nome iniciático confere sabedoria e equilíbrio a alguém. Cometi esse erro e hoje procuro ser apenas eu mesmo, o Lopez, filho de um casal humilde.

– Legal isso que você está dizendo. Mas houve algum problema com você depois de sair do corpo definitivamente?

– Não. O meu problema foi íntimo mesmo. Ao chegar aqui, deparei-me com coisas que não imaginava. Eu era um mestre na Terra, mas aqui não sabia quase nada e via muitas pessoas comuns cheias de sabedoria. Elas viveram na prática da vida o que eu só levei na teoria.

Uma das coisas que mais me fizeram pensar foi o caso de uma amiga que era cega. Quantas vezes eu a orientei espiritualmente em conversas privadas que tivemos. No entanto, ela não era muito de seguir as coisas. Não seguia cartilha alguma e não suportava que alguém lhe dissesse que parasse de rir de alguma coisa. Ela detestava preces e mantras. Por várias vezes eu a chamei de leviana e a alertei de que precisava ser mais séria nas coisas.

Um dia, ela me disse: “Vi meu anjo e ele não me pediu para parar de rir. Ele só disse para eu me cuidar e ser feliz”.

Tempos depois ela se foi. Voou para fora da matéria, dormindo.

Quando cheguei aqui, ela veio me visitar. Estava belíssima e radiante. Os seus olhos eram dourados. Que mulher maravilhosa.

Então, ela me disse: “O meu anjo estava certo. Vale mais sorrir do que seguir alguma cartilha espiritual formatada por alguém da Terra. Eu era cega lá no mundo, mas consegui enxergar essa verdade. Continuo rindo e enxergando mais. E estou muito bem”.

Fiquei estatelado! Ela estava em situação espiritual superior à minha.

Compreendi a lição. Voltei a ser o Lopez. E agora estou tentando rir mais das coisas. Esta roupa aqui é só fachada. Estou reaprendendo a ser eu mesmo.

Um espírito amigo meu sugeriu-me que viesse assistir ao seu trabalho. Por isso estou aqui. Se você me permitir, posso lhe passar algumas práticas espirituais. Essa foi uma das coisas boas que eu aprendi na Terra. A outra coisa boa foi a que eu aprendi aqui no Astral: voltar a ser eu mesmo.

E a lição principal eu ainda estou tentando aprender: como rir mais e soltar-me espontaneamente. É nisso que você irá me ajudar mais. Você será o meu amparador. E eu serei o seu amparador dos cristais. E o Cristo será o amparador de nós dois na jornada.

Por agora, deixo-o com o seu trabalho. Só vim dar uma olhada e apresentar-me. Agora você já sabe: sou o Lopez, o amigo dos cristais, que está aprendendo a arte de ser simples e sorrir no trabalho espiritual.

Paz e Luz!

– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

Enviado por ippb-subscribe@yahoogroups.com