A sabedoria de Kabir [14]

‘O rio e as suas ondas correm juntos.

Que diferença existe entre eles?

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A onda que sobe é água do rio.

A onda que desce é água do rio.

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Ao subir e descer como onda,

A água continua a ser rio.

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No interior do supremo Brahman,

Os mundos são conta de um rosário.

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Ao girar o rosário entre os dedos,

Recita o nome com sabedoria.’

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*Kabir, grande mestre e poeta indiano do século XV, discorreu, em linguagem acessível, sobre o amor místico e a comunhão com o divino. Kabir não se definia como hindu, muçulmano ou sufi. Ele desprezava credos, denominações e ascetismos, levando a filosofia oriental a um novo rumo.

FonteKabir, Cem Poemas, selecionados por Rabindranath Tagore. José Tadeu Arantes, Ed. Attar, 2 ed., 2019.

Sabedoria de Kabir [13]

‘Ó Senhor incriado, quem irá te servir?

Cada devoto presta culto ao deus de sua criação;

Ninguém se ocupa do supremo Brahman, o autossuficiente.

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Esses e aqueles reverenciam os dez avatares.

Mas, se no avatar o Senhor se reveste com o manto da relatividade,

Ainda assim, Ele subsiste como Uno, em sua absoluta nudez.

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Os crentes de todas as crenças disputam uns com os outros.

Kabir diz: Ó irmãos, guardai vossas palavras cortantes, silenciai!

Aquele que imergiu na pura luz do amor, este sim se salvou.”

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*Kabir, grande mestre e poeta indiano do século XV, discorreu, em linguagem acessível, sobre o amor místico e a comunhão com o divino. Kabir não se definia como hindu, muçulmano ou sufi. Ele desprezava credos, denominações e ascetismos, levando a filosofia oriental a um novo rumo.

FonteKabir, Cem Poemas, selecionados por Rabindranath Tagore. José Tadeu Arantes, Ed. Attar, 2 ed., 2019.